Por que devemos estar nas mídias sociais?

Marcas amigas da diversidade
14 de junho de 2017

Por que devemos estar nas mídias sociais?

É por meio de procedimentos sistemáticos de análise da utilização das mídias sociais que a pesquisa de mercado pode inferir conhecimentos relativos a expectativas e tendências de consumo

 

Não é novidade que hoje as mídias sociais possibilitam a conexão das pessoas, a quebra das barreiras geográficas e uma reconfiguração do tempo e do espaço nas relações entre os seres humanos. Para completar, se pensadas num patamar mercadológico, o seu potencial se estende à identificação comportamental, à localização geográfica e à viabilização da conectividade entre indivíduos com interesses semelhantes – que, agrupados nestes espaços, estão revelando o que fazem, pensam e querem.

Do outro lado, temos a pesquisa de mercado preocupada em construir cenários projetivos a partir de radiografias de consumo, e de comportamentos que gerem consumo. Portanto, é também por meio de procedimentos sistemáticos de análise da utilização e consumo das mídias sociais, da sua dinâmica, das formas de utilização, das micro comunicações interpessoais cotidianas disponíveis, que a pesquisa de mercado pode inferir conhecimentos relativos a expectativas mercadológicas, propensões/tendências de consumo e percepções que mobilizam tais usuários-consumidores.

É justamente nesse lócus que vemos a “economia da recomendação” influenciar tendências, padrões de comportamento, desejos e atitudes de consumo de toda a gama de produtos disponíveis no mercado, resultando numa compreensão de tipos e expectativas de consumo a partir das trocas simbólicas que ocorrem nas redes socais. São os fãs, os amigos e os seguidores que, muitas vezes, ditam o “tom” do consumo.

A análise das mídias sociais e a sua regulamentação simbólica revela como os consumidores tem consciência de pertencimento a determinado grupo social. Se fizermos um link com o que disse Freud, que o que une os indivíduos em um grupo é uma identificação em torno de um objeto de amor, um grupo se configuraria em “[…] um certo número de indivíduos que colocaram um só e mesmo objeto no lugar de seu ideal de ego e, consequentemente, se identificaram uns com os outros em seu ego.” Em síntese: as pessoas gostam de estarem juntas para declararem “amor” ou “ódio” pelas marcas… e as redes socais potencializam, enormemente, isso!

Nesse cenário, das interações, compartilhamentos e utilização das mídias sociais e de suas camadas digitais de dados comportamentais, a observação desponta como uma peculiar ferramenta que auxilia na compreensão e na produção de radiografias dos contextos que pautam o mercado e a forma de se consumir na contemporaneidade.

A meu ver a premissa básica a ser considerada nesse cruzamento e incorporação entre o conhecimento dos consumidores (e seu comportamento de consumo) e as mídias ditas sociais é o fato de que, em todos os tempos, as atividades desenvolvidas pelos homens sempre estiveram relacionadas aos locais onde estes estavam. E se as pessoas estão nas redes sociais, falando, compartilhando, postando e informando é lá que também devemos estar para desvendarmos seus interesses, comportamentos e aspirações.

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